Nelson Queiroz Tanure
CEO da PetroRio

PetroRio

Alunos da COPPEAD apresentam estudo sobre a experiência internacional no mercado de gás natural da PetroRio

28 de janeiro de 2019

O objetivo do trabalho é buscar soluções viáveis para o Brasil, com base em cases de sucesso
O objetivo do trabalho é buscar soluções viáveis para o Brasil, com base em cases de sucesso

A PetroRio, em parceria com os alunos da COPPEAD – escola de negócios do Rio de Janeiro – e da Universidade de San Diego (EUA), elaborou um benchmarking sobre a experiência da abertura do mercado de gás natural no âmbito internacional.

Na análise, foi constatado que, embora o Brasil esteja atrasado em relação aos países da Europa, é possível criar uma estratégia efetiva para expandir esse mercado. O estudo servirá como referência para o atual cenário brasileiro, com insumos relevantes para todas as empresas do setor.

Ao longo de uma semana, os estudantes estiveram imersos na PetroRio, que forneceu toda a infraestrutura necessária para realização do trabalho. Durante o período, os alunos envolvidos elaboraram um relatório macroeconômico e regulatório das oportunidades de trade de gás natural, que gerou soluções possíveis para o Brasil a médio e longo prazo. Ações como desinvestimento da Petrobras e entrada de novos operadores de sistema independente foram apontadas como iniciativas para a livre concorrência e aumento da competitividade.

O Reino Unido, por exemplo, demonstrou sucesso na estratégia de abertura de mercado, com implantação de regras comuns a todos os operadores atuantes, o que poderia ser replicado nos estados do Brasil. Segundo o estudo, esta saída garante mais concorrência, redução de preço e aumento da produção, resultados que beneficiam o consumidor final.

O acesso às infraestruturas de gás (dutos, terminais e outros) também foi um tema discutido. A conclusão é que existem duas possibilidades: negociado ou regulado. Iniciativas, como o programa Gás para Crescer, lançado pelo Ministério de Minas e Energia, ajudam no aprimoramento legal e regulatório, adequando à nova conjuntura do setor e envolvendo todos os agentes no debate.

“Estamos bastante satisfeitos com o trabalho realizado pelos alunos. O projeto beneficiará não só a PetroRio, como todas as empresas interessadas no segmento de gás natural para prover novas soluções e impulsionar a abertura e competição deste mercado”, contou Nelson Queiroz Tanure, CEO da PetroRio.

A companhia disponibilizará o estudo completo em breve.
Decorrente de condicionantes ambientais em atendimento pela Arteris Fluminense, o viaduto vegetado foi planejado para ter papel fundamental na conservação da biodiversidade da região. Implantado no km 218 da BR-101 RJ/Norte, em Silva Jardim, e com investimentos de R$ 9 milhões, a estrutura tem como intuito tornar mais segura a travessia da fauna local sobre a rodovia, evitando atropelamentos.

O dispositivo vai conectar a Reserva Biológica Poço das Antas, um dos principais habitats do Mico-Leão-Dourado – espécie ameaçada de extinção e endêmica da região –, à fazenda Igarapé, formando corredores ecológicos para conectar fragmentos florestais isolados, permitindo assim o fluxo genético entre as populações selvagens. A primeira etapa da fase de obras refere-se à mobilização de equipes e de equipamentos, além de preparação dos canteiros de obras.

"Trata-se de um investimento de caráter extraordinário, que reforça o compromisso da Arteris em resolver uma questão muito peculiar e desafiadora naquela região. Teremos um dispositivo inovador, que será testado em seu objetivo de contribuir de forma decisiva com a preservação da fauna que habita e transita na região da rodovia, além de promover a segurança viária para todos os usuários da BR-101/RJ", ressaltou o diretor-superintendente da Arteris Fluminense Odílio Ferreira.

Diante da complexidade e do investimento previsto, a Arteris Fluminense contou com auxílio de especialistas e buscou experiências em outros países para desenvolver uma solução inovadora que atende toda a diversidade da fauna da região. Com dimensões de 54m de comprimento por 20m de largura, o viaduto vegetado será coberto de plantas e árvores nativas da Mata Atlântica definidos pelo ICMBio, além de rampas de acesso e cercas vivas de 2m de altura para condução dos animais ao dispositivo.

Com investimentos superiores a R$ 52 milhões, a construção das passagens de fauna inclui, além do viaduto vegetado em Silva Jardim, quatro estruturas rígidas de concreto e outras seis em metal. Inéditas em rodovias federais do país, ambas têm como objetivo conectar árvores (conexão copa-a-copa) de uma extremidade a outra da rodovia. Adicionalmente, o projeto também contempla 15 passagens subterrâneas e nove passagens sob vãos secos das pontes.

Do total de 15 passagens de fauna subterrâneas previstas no segmento duplicado entre Casimiro de Abreu (km 190,3) e Rio Bonito (km 261,2), nove já estão em fase avançada de obras. Diferente das passagens de fauna inferiores utilizadas em outras rodovias, que compreendem o uso de dispositivos de drenagens adaptados à fauna, os projetos desenvolvidos pela Arteris Fluminense preveem a construção de galerias de concreto em formato retangular, além de cercas delimitadoras e o plantio de 2 mil árvores de espécies nativas em cada dispositivo.

O conjunto de dispositivos, assim que construído, tornará a rodovia administrada pela Arteris Fluminense como a que comporta o trecho com maior diversidade de tipos de passagens de fauna do Brasil. "Espera-se com isso que a BR-101/RJ se transforme em um modelo em termos de medidas de proteção à fauna em obras do setor rodoviário", destaca Luís Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-Leão Dourado, que participou do projeto com a Arteris e demais instituições e órgãos públicos, como Ministério do Meio Ambiente, ANTT, IBAMA, ICMBio.​​ Fonte: PetroRio Tags relacionadas: ativos,petrorio,petroriobrasil,brasil,nelson tanure,nelson queiroz tanure,petroleo,petrolifera,economia